III Semana Paulo Freire na UFSC

 

 

Maiores informações: http://www.semanapaulofreirenaufsc.blogspot.com/

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OCUPAÇÃO VITORIOSA NA UFSC!

OCUPAÇÃO VITORIOSA!
Na última quinta-feira estudantes da UFSC decidiram em Assembleia Geral ocupar a reitoria por considerar insuficientes as medidas tomada pela reitoria desde o início do semestre, desde quando houve vários atos e uma semana de vigília. Após o reitor ter garantido o não corte de vagas no curso de economia e ter se posicionado pela abertura de diálogo por parte do governo federal em relação às reivindicações dos servidores técnico-administrativos, propôs na Assembleia aumentar o valor da Bolsa Permanência para R$ 420,00 reais (que não cobria o reajuste da inflação do período), no entanto, com o corte de 150 novas bolsas.
Após um dia de ocupação o movimento cresceu e os estudantes chamaram o reitor para uma mesa de negociação, demonstrando disposição ao diálogo. Nesse momento, a administração central se mostrou irredutível, fechando qualquer canal de negociação, dizendo que não negociaria com os estudantes até que desocupássemos a reitoria. Debatemos nossas propostas logo após a primeira reunião de negociação e determinamos que não sairíamos da reitoria sem tentar novamente uma abertura de diálogo e uma futura conquista. No terceiro dia de ocupação buscamos novamente o diálogo com o reitor e a segunda reunião mostrou que nossas expectativas com a futura negociação estavam corretas, pois o reitor ao fim da reunião ventilou uma proposta. Manteria o aumento da Bolsa Permanência de R$ 420 sem o corte das 150 novas bolsas. Compreendemos que era ainda muito insuficiente, além de não haver nenhuma garantia formal assinada pelo reitor.
Discutimos mais uma vez na ocupação e decidimos resistir, chamando mais uma reunião de negociação no quarto dia de ocupação. Como antes, as reuniões da ocupação só cresciam, contando em vários momentos com mais de uma centena de estudantes. A reivindicação do aumento estava pautada na inflação de 2008 a 2011 segundo dados do IBGE, valor calculado em R$ 441,04, o mínimo sem o qual não desocuparíamos a reitoria. Além disso, reivindicamos a criação de uma comissão paritária e permanente que discutiria o reajuste anual da bolsa permanência, uma audiência pública que avaliaria as propostas da referida comissão, a manutenção das 150 novas bolsas cortadas, garantia de todas as conquistas do movimento (manutenção do posicionamento contra o corte de vagas, calendário da conclusão das obras e o reconhecimento das reivindicações dos servidores e pela abertura de diálogo por parte do governo), além da garantia de não criminalização dos estudantes e/ou suas entidades que participaram da ocupação. Esta terceira reunião foi, na verdade, a única que realmente garantiu a negociação por parte da reitoria. Saímos dela com todas reivindicações assinadas, com exceção do aumento para R$ 441,04.
Após avaliarmos a proposta por escrito do reitor, a assembleia da ocupação decidiu fazer mais uma contra-proposta, demonstrando real abertura ao diálogo por parte do movimento. Nossa proposta era que o reajuste de 2012 da Bolsa Permanência partisse do mínimo de R$ 441,04. Fizemos a última conversa de negociação com o reitor por telefone e saímos vitoriosos!

Nossas vitórias:

1) Reajuste imediato da Bolsa Permanência para R$ 420,00;
2) Manutenção do edital que lança 150 novas Bolsas Permanência;
3) Criação de uma Comissão Paritária Permanente para o reajuste anual da bolsa, com o mínimo de 5% (R$ 441) para início de 2012;
4) Audiência Pública sobre os trabalhos da comissão;
5) Garantia das conquistas do movimento estudantil acordadas previamente à ocupação da reitoria (posicionamento contra o corte de vagas, calendário de conclusão das obras);
6) Reconhecimento das reivindicações dos servidores técnico-administrativos e pela abertura de negociação pelo governo federal;
7) Não criminalização dos estudantes e/ou das entidades estudantis que realizaram a ocupação.

Esta luta é um exemplo e demonstra a força do movimento estudantil organizado. A ocupação é um instrumento de luta legítimo e muitas vezes necessário. A decisão que os estudantes tomaram em assembléia resultou em avanço nas conquistas e no fortalecimento do movimento estudantil.
Chamamos todos estudantes a seguir na luta, pois unidos teremos ainda mais vitórias.

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Reunião de São Paulo dá mais um passo para o 1° SENUP!


Nos dias 23 e 24 de junho na cidade de São Paulo realizamos a terceira e última reunião de organização do 1° Seminário de Universidade Popular, que será realizado na cidade de Porto Alegre entre os dias 02 e 04 de setembro de 2011. Nesse momento, em uma reunião que contou com mais de 40 pessoas, conseguimos fechar a grade de atividades, que contará com debates sobre a situação da universidade, a concepção e projeto, além das experiências na América Latina e Brasil. Contaremos também com grupos de discussão, oficinas e painéis de grupos, além de uma plenária final que celebre a continuidade desse debate e tarefas práticas dessa articulação.
Também demos os últimos passos organizativos e estruturais para o Encontro, entre eles a infra que teremos em POA, e a idéia do caderno de contribuições.
Inscrições serão abertas serão abertas a partir do dia 20 de julho
Para garantirmos alojamentos e alimentação para todos, além das outras questões estruturais, esse evento terá uma inscrição para os participantes de 30 reais. Nos próximos dias disponibilizaremos no site http://senup2011.blogspot.com/ o formulário de inscrição e a conta para depósito.
Contribuições até o dia 05/08. Participe!
Está aberto desde já a possibilidade de mandar contribuições nos eixos estabelecidos na cartilha do SENUP:
1)    Eixo Geral: Universidade Popular (princípios, concepção, histórico, terminologia, etc)
2)    Eixos Específicos:
a.    Ciência e Tecnologia
b.    Formação
c.    Autonomia e democracia
d.    Universidade e Sociedade
Poderão ser recebidas até 05/08 e serão divulgados em 10/08. O limite dos textos é até de 10 laudas para a versão impressa (que buscaremos disponibilizar a todos no SENUP), podendo fazer uma versão maior para a versão em PDF a ser disponibilizada no site. (Enviar contribuições para senup2011@gmail.com com o assunto “Contribuições + EIXO”)

http://senup2011.blogspot.com/2011/07/reuniao-de-sao-paulo-da-mais-um-passo.html

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Como Funciona a Sociedade II

Os  grupos Programa de Educação Tutorial de Educação Física (PET-EF), juntamente com o Movimento por uma Universidade Popular (MUP) e Movimento Nacional Contra a Regulamentação do profissional de Ed. Física (MNCR), convidam a todas(os) que já fizeram o curso “Como Funciona a Sociedade I” a participar do curso “COMO FUNCIONA A SOCIEDADE 2″, que ocorrerá nos dias 02 e 03 de julho (SAB. e DOM.) no prédio do bloco 5 no Centro de Desportos (CDS) nos horários das 8:30 às 18:00h.
Os organizadores pedem para os interessados se inscreverem pelo email ( pet@cds.ufsc.br ) mandando nome completo, contatos, curso e instituição de ensino, ou pessoalmente na sala 46 do PET localizado no CDS.

Pedimos também para quem puder dos inscritos trazerem alimentos (bolacha, pão, bolo, frutas, café, suco…) para um café comunitário na hora dos intervalos.

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MUP estará na Convenção de Solidariedade a CUBA e na reunião do I SENUP em SP

O MUP estará em São Paulo neste feriadão participando da Convenção Nacional de Solidaderiedade a Cuba e em paralelo construindo a terceira reunião de organização do I SENUP (I Seminário Nacional sobre Universidade Popular)!

Criar! Criar, Universidade Popular!

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Jornal do MUP!!

Está disponível o jornal do MUP.

Clique aqui para acessar o arquivo digital.

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UFSC e as fundações ditas de “apoio”

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Seminário: Educação e Universidade Popular

Estão todos convidados!

.Cartaz em PDF

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Reunião MUP dia 02/04/2011

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Rumo ao 1º Seminário Nacional sobre Universidade Popular!

Não é de hoje o avanço da privatização do ensino superior brasileiro. A contar da origem das primeiras universidades no país, passando pelos acordos MEC-USAID da ditadura civil-militar e o período pós constituição de 88, temos um direcionamento lento e gradual das instituições educacionais às necessidades de acumulação do capital, com uma aceleração na década de 90 e em especial no século XXI.

Esse direcionamento se manifesta: na reestruturação político-pedagógica da maioria dos currículos dos cursos de graduação, subordinando as iniciativas da universidade às necessidades do mercado, em detrimento das demandas da população; na entrega da estrutura física e de recursos humanos públicos para a produção de ciência e tecnologia de acordo com as necessidades da iniciativa privada, o que compromete a autonomia didático-científica das universidades; uso do dinheiro público para salvar empreendimentos universitário privados; na diminuição dos recursos públicos relativos a quantidade de vagas abertas nas universidades públicas, que aumenta a precarização e intensificação do trabalho, diminui a qualidade de ensino, inviabiliza a manutenção do tripé ensino-pesquisa-extensão voltado aos interesses populares e incentiva as instituições a buscar outras fontes de financiamento paralelas ao Estado; nos parcos mecanismos democráticos que permitam à comunidade universitária interferir nos rumos tomados pelas instituições; etc.

A formalização deste conjunto de medidas tem aparecido em decretos, medidas provisórias, leis, todos aprovados paulatinamente, de modo a ofuscar o projeto estruturante do capital, que é a espinha dorsal de transformação de um direito em um mero serviço, a ser comprado e vendido. Exemplos desses projetos são o decreto das Fundações, o SINAES, a Lei de Inovação Tecnológica, a Universidade Aberta do Brasil, o PROUNI, o REUNI, e mais recentemente o chamado “Pacote da Autonomia”, composto por três decretos e uma medida provisória.

Por isso, as entidades, movimentos e organizações políticas que assinam essa carta têm a compreensão de que a disputa da universidade hoje, passa pela elaboração de uma estratégia. É nítido que, do ponto de vista do capital, existe uma estratégia bem definida – com táticas pensadas em curto, médio e longo prazo, sendo implementadas de acordo com o espaço de acomodação entre os conflitos das forças políticas divergentes – que vai desde a formação ideológica até a técnica necessária para a sua reprodução ampliada. Nós, que nos identificamos com os interesses dos explorados e oprimidos, identificamos debilidades na ausência de formulação estratégica por parte de nosso campo de forças. Consideramos fundamental a construção de um seminário que aponte os princípios gerais de uma Universidade Popular, bem como as possibilidades de disputa real dentro dos diversos campos específicos que são abertos por entre as contradições da ordem universitária existente. Em outras palavras, para soerguer um movimento combativo, de massas, de caráter nacional, necessitamos a elaboração de um programa mínimo e de elementos de programa máximo, que nos permita disputar a hegemonia da universidade brasileira.

Assim nos dias 4 e 5 de Dezembro de 2010, estivemos reunidos em Florianópolis, para iniciar um debate a cerca do seminário e possíveis encaminhamentos. Além de uma análise sobre a universidade hoje – resumida nos três primeiros parágrafos do texto – discutimos os objetivos do seminário em si, que são eles:

1) Seminário de massas;

2) Articular politicamente as entidades, movimentos e organizações políticas que vem debatendo universidade popular;

3) Articular professores, técnico-administrativos, estudantes, movimentos sociais e trabalhadores organizados na luta pela universidade popular;

4) Socializar experiências que contribuam para a luta por uma Universidade Popular;

5) Sistematizar referenciais teóricos para a elaboração de um programa de Universidade Popular e seus meios de implementação.

Para que o seminário seja o mais produtivo possível no sentido da elaboração política e teórica, sugerimos 5 eixos para serem trabalhados em contribuições escritas:

1) Eixo Geral: Universidade Popular (princípios, concepção, histórico, terminologia, etc)

2) Eixos Específicos:

  1. a. Ciência e Tecnologia
  2. b. Formação
  3. c. Autonomia e democracia
  4. d. Universidade e Sociedade

Esse é apenas um primeiro passo, mas que consideramos imprescindível. É fundamental que o máximo de entidades representativas do corpo docente, discente e de técnico-administrativos, bem como movimentos sociais e organizações políticas que se identificam com esse debate, ou que estejam interessados em conhecê-lo, se somem nessa construção. Temos o indicativo de realização da próxima reunião de construção do seminário nos dias 12 e 13 de Março de 2011 em Porto Alegre. Por isso, fazemos esse convite de adesão à construção e participação no seminário. Vamos rumo a um novo projeto de universidade para o país!

Assinam:

FEAB – Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil

ENESSO – Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social

GTUP – Grupo de Trabalho Universidade Popular

MUP – Movimento por uma Universidade Popular

Levante Popular da Juventude

Juventude LibRe – Liberdade e Revolução

JCA – Juventude Comunista Avançando

UJC – União da Juventude Comunista

CCLCP – Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes

MAS – Movimento Avançando Sindical

Núcleo de Direito à Cidade – USP


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